Um bom livro deve ser abrangente, generoso, textos instigantes em poemas e minicontos… o cotidiano aos pingados.

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Introdução

Inicialmente, este seria um livro de minicontos, com o título Cotidianos aos pingados; todavia, após um instante de inspiração, nasceu a decisão de misturar, de mesclar e de apresentar minicontos, poemas e ilustrações. Dessa forma, temos um livro amplo, generoso e, obviamente, louco; pois apenas os loucos e os absurdamente corajosos são capazes de produzir a arte mais íntima e sincera.

(…) O velho Dingoubéus — rabugento até dizer chega, ranhenta, ranzinza de meia cinza por debaixo da calça vermelha, confundido com Papai Noel, por causa da preguiça de cortar (e lavar) a barba branca — detesta feriados e dias santos. O nome é real, encontra-se na carteira de identidade, dado pela mãe — jamais soube quem era o pai — é um transtorno (…)

Quase tudo e pouco mais é uma obra diferente, pois contém, aos pingados, o mais que mais do cotidiano. Os poemas trazem textos quase expelidos por pura necessidade, os minicontos, uma correria em contar histórias curtas. Dizem os sábios (ou as más línguas): tamanho não é documento. O tamanho dos textos nas páginas desse livro seguiu exclusivamente a duração da inspiração. Se a inspiração se parte, por exemplo, devido a uma freada do lado exterior, a história esmorrece, o verso seguinte perde tenacidade; prosseguir seria um arremedo.

Sinopse

Quase tudo e pouco mais é um livro abrangente, dir-se-ia generoso. São pouco mais de setenta poemas e setenta minicontos, de temas diversos, emoções distintas, apanhados mês após mês na inspiração relâmpago, fósforo, queima e rapidamente se apaga no papel. A maioria escrita nos dispositivos eletrônicos, nas horas mais inesperadas.

Vários são os personagens estranhos ao gosto do autor — o velho Dingoubéus, Berta Boop, o gato Novelo, os buldogues Catavento e Catapora, o papagaio Al Capone etc. — e os temas — coração patido, Democracia, velhice, bobagens, cotidiano, chuvas e bem pessoais.

Aperitivo

Sapato velho largado na porta de casa serve de casa para uma aranha estranha daquelas de entranhas coloridas visíveis a olho nu, varrendo o lixo empurra o sapato, e a aranha corre para fora, o susto, o desespero; mãe, há uma aranha nojenta morando no sapato do vovô; mata ela, menino. Vê a aranha escalando uma teia pendurada no teto da varanda enquanto fervorosamente agita as pernas, indefesa; lança a vassoura e erra; não chegarei perto desse bicho nunca!

— Mata a aranha, menino!

Nem que a vaca tussa ele se aproximará da aranha maluca.

Sapato velho varrido para fora de casa deixa de ser casa de uma aranha estranha que subiu ao telhado usando uma teia pendurada, pois o menino teve medo, e agora a aranha morará aonde.

— Deus, que não seja no meu quarto!

— Matou a aranha?

Envio dos livros

Dependemos dos Correios e de como as autoridades locais lidam com a quarentena voluntária e a circulação de pessoas e carga. Aqui no Rio de Janeiro, as proibições são muitas. Algumas agências estão fechadas, porém os Correios continuam entregando as remessas, assim sendo, os livros serão postados praticamente todos os dias. A entrega a cargo dos Correios também demorará mais que o normal, em alguns casos há registro de demorarem semanas, em casos mais atrasados: meses.

Contamos com a compreensão de vocês, contamos também com o apoio, pois temos muitas despesas na produção de cada livro.

 

Dados técnicos

  • Título: Quase tudo e pouco mais.
  • Autor: Flavio P. Oliveira
  • ISBN: 978-65-992146-0-8
  • Revisão: Érica M. Bettoni Hayashibara
  • Formato: Médio (14×21)
  • Número de páginas: 208
  • Papel do Miolo: Pólen Soft 80 g/m²
  • Lançamento: 20/10/2020