Sinopses (Preliminares)

Digamos que estou quase convicto a respeito das sinopses dos dois primeiros livros a serem lançados pela Delirium, veja abaixo:

Talvez Nunca Mais um País

Sinopse: Talvez nunca mais um país, partidos políticos, eleições, civismo, patriotismo e etc. Dois vírus criaram a nova idade histórica, o primeiro consumiu as reservas de petróleo — há inúmeros cemitérios de ferro no mundo —, o segundo deixou à beira da extinção a humanidade. 

Entre lembranças e a vida em um mundo distópico, Miguel — ex-ráquer, atualmente colecionador e catalogador de objetos artísticos, um apaixonado por rock’n roll — envelhece, aceitando a sorte de ser um doador universal… As ratazanas, gigantescas, devoram os corpos largados nas ruas; os robôs removedores de detritos terminam o serviço.

No setor sete, na famosíssima Copacabana, este senhor (cercado por cercas que bloqueiam a entrada de indesejados) não tem muito o que fazer, além de colecionar objetos de arte, caminhar na praia em companhia das porcas da senhora Bôrreia e conversar com os pivetes na carcaça. Tudo isso mudará um dia, por culpa da inveja alheia, por culpa de uma nova vontade de ser melhor, algo não permitido pelo autoritário governo.

A Noiva de Papelão

Sinopse: A vizinha do trezentos e cinco, no quarto escuro, uma borboleta tatuada, o trauma. Todos têm amigos imaginários… Ele socorre o senhor Goiabada e o doutor Heriberto Gusmão aceita a medida recordatória: a ex-noiva de papelão. O trauma, o verme da goiaba, o avô das incríveis fábulas de sapos cor-de-rosa, misto-quente. Escreva no caderno a pior história de sua vida, recorde o apagado… Ele sente as pessoas desaparecem quando toma os comprimidos, e o marmota não envelhece, a vizinha sorri com malícia; delícia. O ex-padrasto bêbado, a mãe promotora de justiça sendo ameaçada, o fusca e o elefante branco; personagens e/ou personificações de traumas esquizofrênicos.

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Some People by Charles Bukowski

Some People by Charles Bukowski

some people never go crazy.
me, sometimes I’ll lie down behind the couch
for 3 or 4 days.
they’ll find me there.
it’s Cherub, they’ll say, and
they pour wine down my throat
rub my chest
sprinkle me with oils.
then, I’ll rise with a roar,
rant, rage –
curse them and the universe
as I send them scattering over the
lawn.
I’ll feel much better,
sit down to toast and eggs,
hum a little tune,
suddenly become as lovable as a
pink
overfed whale.
some people never go crazy.
what truly horrible lives
they must lead.

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Sejam Bem-vindos!

Bem-vindo ao site da Delirium Editora! Estamos preparando esse local para recepcioná-los com muitas novidades, textos e (em breve) livros.

“Por enquanto, deliciem-se com um mini conto altamente surrealista”

Eu moro na casa abandonada por uma tartaruga marinha, difícil carregá-la nas costas, e as crianças reclamam, cadê papai, mamãe?, mas não fujo de lobisomem, nem vi sereia dormir deitada no fundo do mar, nem aceito cheque sem fundo do cliente octópus, e uso óculos inventado pelo carpinteiro de seis braços, o camarão bege, meu vizinho do lado, também a lagosta azul, a qual se acha exuberante por ser diferente e imitar a cor do céu quando não vemos nuvens carregando tempestade na barriga de gravidez e azeite de oliva não combina com leite de coco ou melado com salgado, ontem teve maremoto longe… (Flavio P. Oliveira)

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